quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Livro digital "literatura e fotografia" (a partir da exposição Banco do Tempo)

À verdadeira luz de viver Tenho tanto com que me debater e algo para vos dizer
Oh almas vagabundas do meu refúgio De vocês não espero entendimento Porém como guardião deste berço, Terra Venho ao vosso encontro por um momento
Não passam de meras criações da Natureza Mas julgam-se donos do que a ninguém pertence Pobres criaturas que vivem no desengano Que a vossa sorte não tarda com certeza
Nunca serão dignos de olhar para os céus Ou de sequer sentir a grandiosidade das montanhas Porque desgraçadas almas apenas se preocupam Com as suas sinistras e vãs artimanhas
Francisco Andrade, 12º3

Ode ao século XXI - Jogos computarizados

À excruciante beleza dos jogos computarizados
Tenho fraqueza e socumbo.
Sucumbo até ao limiar humano da dor, até em fera de trantorno me tornar,
E depois jogo mais um pouco!

Oh poderosos mundos de fantasia,
Oh quantidades infinitas de vidas que tenho.
Ei-lá as a aventuras de amor e de vingança que vivo e que vivi!
Oh computadores, Oh Playstations, Oh Game Boys,
Oh mente eletrónica que faz o ridículo da minha!
Ahhhh explendorosos gráficos, Ohhh gameplay divino
Arrrrrrrrg FPS que caiem em pico me fazem como um nada que espera

Ohhhhh bytes e bites e outros que tais,
Oh java, Oh html, oh sistema binário,
Que me levam ao orgasmo num mar de zeros e uns!
Ei-lá o verde jardim de números,
Ei-lá o som de música de 8-bits que me apaixona,
Ei-lá jogos que me agarram e me possuem e me enfurecem de paixão!

Ei-lá, Ei-lá, Hup-lá
Ring-a-ding ding, Ring-a-ding ding
Eh-Oh, Eh-Oh, Eh-Oh
Oh-Oh-OH, Ah-Ah-Ah

Ahhhh e seja eu levado a acabar cada jogo
Até que mais nada reste de mim!



Miguel Pupo, 12º3

Ode ao século XXI - Novas tecnologias

À dolorosa luz das novas tecnologias
Tenho um olhar vanguardista e curioso
Curioso para os últimos lançamentos e os seus lindos preços
Preços que nos deixam com os bolsos rotos!
Telemóveis, computadores, tablets e outras modernices
Ah! Modernices que nos entusiasmam com as suas aplicações
Aplicações complexas e por vezes inúteis
Inúteis mas socialmente indispensáveis!


Trabalho elaborado por: Marco Correia nº19 e Maria Clara Alves nº20

Ode ao século XXI - O Telemóvel

Ao doloroso ruído e vibrar do meu telemóvel
Tenho curiosidade e medo!
Contenho-me rangendo os dentes, fera pela vontade de ir ver
Pela vontade de ir ver a novidade que me atormenta!

Ó vibrações, ó toques polifónicos, brrrrrrrr eterno!
Forte vontade de cuscar aquele pedaço de tecnologia!
Em fúria fora e dentro de mim!


Trabalho elaborado por: Ana Ramos n.º 2, Carolina Abreu, n.º 6, 12º3



Exposição do Banco do Tempo a a relação entre as fotografias e a poesia heteronímica pessoana


Alberto Caeiro é o heterónimos de Fernando Pessoa que valoriza a sensações e que vive em total harmonia com a natureza (sensorialismo e bucolismo).
Escolhemos esta fotografia, pois nela encontram-se presentes elementos da Natureza, tal como a água e a ave. É à Natureza que o poeta atribui características do divino (panteísmo), apreciando tudo o que esta lhe oferece 


Escolhemos esta imagem, pois, para Ricardo Reis, o rio é um dos elementos mais importantes na sua poesia. Este heterónimo tem consciência da efemeridade da vida e da fugacidade do tempo, daí a representação do relógio se adequar à temática do poeta.


Álvaro de Campos é o heterónimo Pessoano que vive em constante delírio sensorial, provacado pela exaltação da modernidade. A tentativa de captar a multiplicidade do mundo industrial, estabelece um relacionamento íntimo entre as máquinas e o poeta. Foi escolhida esta foto, pois nela estão bem representados alguns dos elementos da civilização moderna e da sua industrialização, como os automóveis, as estradas e a sua iluminação “elétrica”. 

Trabalho elaborado por:
Laura Coelho, nº 16

Sara Ornelas, nº 26
12º03

Exposição: Banco do Tempo


Alberto Caeiro é o heterónimos de Fernando Pessoa que valoriza a sensações e que vive em total harmonia com a natureza (sensorialismo e bucolismo).
Escolhemos esta fotografia, pois nela encontram-se presentes elementos da Natureza, tal como a água e a ave. É à Natureza que o poeta atribui características do divino (panteísmo), apreciando tudo o que esta lhe oferece como forma de aprendizagem.


Escolhemos esta imagem, pois, para Ricardo Reis, o rio é um dos elementos mais importantes na sua poesia. Este heterónimo tem consciência da efemeridade da vida e da fugacidade do tempo, daí a representação do relógio se adequar à temática do poeta.


Álvaro de Campos é o heterónimo Pessoano que vive em constante delírio sensorial, provacado pela exaltação da modernidade. A tentativa de captar a multiplicidade do mundo industrial, estabelece um relacionamento íntimo entre as máquinas e o poeta. Foi escolhida esta foto, pois nela estão bem representados alguns dos elementos da civilização moderna e da sua industrialização, como os automóveis, as estradas e a sua iluminação “elétrica”.  Trabalho elaborado por:


Laura Coelho, nº 16
Sara Ornelas, nº 26
12º3


Heterónimos de Fernando Pessoa

Heterónimos de Fernando Pessoa


O indivíduo desta fotografia representa, eventualmente, Alberto Caeiro porque é um poeta que vive exclusivamente do presente, desfrutando cada momento com naturalidade e simplicidade, vagueando pela Natureza sem preocupações.


Para mim, esta imagem representa Ricardo Reis porque o poeta só tem uma certeza na vida: a morte. Assim podemos ver na imagem que a areia simboliza a efemeridade da vida e a fugacidade do tempo, facto que obriga a uma vivência de forma moderada e sem o fulgor das emoções. Quando a areia acabar, não haverá sofrimento.


Na minha perspetiva, esta imagem representa Álvaro de Campos. O seu estado de espírito é influenciado pela força, energia e velocidade próprias da civilização industrial. Da mesma forma nesta imagem sobressai a vitalidade da modernidade, dos veículos motorizados e das sensações em fúria, em delírio sensorial.


Laura Carvalho nº17 12º3

HETERÓNIMOS de FERNANDO PESSOA


A fotografia intitulada de “Momento”, de Paulo Bilro, exposta pelo Banco do Tempo na Escola Secundária Jaime Moniz, foi por nós escolhida para interpretar o heterónimo Ricardo Reis.
Nesta imagem é possível observar, em primeiro plano, um relógio e, em segundo plano, um rio calmo e, alguns edifícios. 
Ricardo Reis tinha como filosofia de vida o estoicismo, ou seja, a renúncia dos excessos, dos desejos e do prazer e defendia a vida com moderação e em  autodisciplina.
Também evoca o epicurismo, isto é, a importância deatingir a felicidade relativa, de forma moderada sem dor e, viver o presente, aproveitando cada momento – carpe diem. O relógio que se encontra nesta figura, no nosso ponto de vista, representa a locução latina “carpe diem”, uma vez que simboliza a passagem do tempo.
O rio, por outro lado, diz respeito à metáfora da vida e da existência humana, usada por este heterónimo de Pessoa, cujo percurso tem um início, tal como o rio, - nascimento - e um fim – a morte -, sendo esta a única certeza da vida.



A fotografia de Sónia Martins, cujo título é “Parar o tempo”, representa o heterónimo Alberto Caeiro, o “Mestre”. 
Nesta imagem podemos encontrar um ambiente campestre e bucólico no qual este poeta se gosta de embrenhar.
A presença apenas daquelas duas mesas remete-nos para a simplicidade que o poeta defendia, necessitando apenas de fazer rodear da natureza para se sentir feliz, vivendo com naturalidade e ingenuidade, captando a realidade apenas através dos cinco sentidos.


Por fim temos, mais uma vez, uma fotografia de Paulo Bilro, denominada de “O tempo da luz”, que, para nós, representa o heterónimo Álvaro de Campos.
Um dos aspetos que nos salta mais à vista nesta fotografia são as luzes. Estas luzes produzidas através dos carros em movimento são formas que representam o ambiente citadino e industrializado que Álvaro de Campos tanto admirava e que o estimulava. 
Nesta figura podemos observar, também, uma linha férrea e uma cidade desenvolvida e cheia de “energia”. Estas observações podem, muito bem, ser relacionadas com a poesia de Campos pois, este heterónimo pessoa no, que vive para o mundo desenvolvido, industrializado, encontra prazer na dinâmica e energia das máquinas, sendo esta fotografia, assim, de todas as da exposição, a que, a nosso ver, melhor se relaciona com a poesia de Álvaro de Campos.

-Francisco Veiga
-Maria Francisca Neri 
12º03

HETERÓNIMOS de FERNANDO PESSOA

Associámos esta imagem a Alberto Caeiro pois este heterónimo ama a Natureza, que, nesta imagem, é representada pela ave (ser vivo) e a água. Para este poeta-pastor, viver implica adesão espontânea às coisas e ao mundo, interessando-lhe o presente, o concreto, o imediato, uma vez que é ai que as coisas se apresentam como são.


Ligámos esta imagem a Ricardo Reis. A lua surge associada à crença de Reis nos deuses pagãos. Assim como esta mulher pensante, Reis também racionalizava as suas emoções sem ceder aos impulsos, num processo de autodiscipliona estóica, aproveitando a vida (epicurismo /carpe diem), sem exageros (ataraxia).


 Relacionámos esta imagem a Álvaro de Campos visto que este celebra o triunfo da máquina e da civilização moderna, da força mecânica e da velocidade. Sendo a ventoinha uma máquina, procura nela a totalização das sensações, porque a sensação é tudo. Em Campos, a fase futurista representa a explosão das sensações, a relação sadomasoquista com a máquina, com a energia e a velocidade e com a pressa mecanicista da era industrial.

Diliana nº 8  e Pedro Tiago nº 25 
12º3