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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Rostos do Liceu: Emanuel Gonçalves



O Lyceu: Fala-nos de Emanuel Gonçalves do seu projecto de vida, dos seus sonhos, dos seus gostos…

Emanuel Gonçalves: Eu sou o Emanuel Luís Abreu Gonçalves, tenho 19 anos e sou atleta nadador. Estudo desporto, porque futuramente quero seguir algo dentro da minha área, a Natação. Quanto aos meus sonhos, eu sou muito ambicioso. Tenho como grande objectivo os Jogos Paralímpicos de Londres de 2012, mas, antes disso, já conto com muitas outras internacionalizações, nomeadamente o Campeonato Europeu na Islândia, em Outubro deste ano, prova para a qual já estou qualificado.


O. L.: Como nasceu a tua apetência pela Natação?


Emanuel Gonçalves: Aos meus 6 anos de idade, tive um vírus que me afectou o sistema nervoso e levou-me a ficar paralisado por breves meses. Por aconselhamento médico, entrei para a Natação, que só me veio beneficiar tanto ao nível de saúde como também veio a abrir as portas a minha carreira desportiva ao mais alto nível. Contudo, o apoio de todos aqueles que desde sempre me acompanharam, pais, treinadores, colegas, é indispensável.

O. L.: Descreve a Natação enquanto actividade desportiva.

Emanuel Gonçalves: Enquanto actividade desportiva, a natação é muito produtiva, porque não só é o desporto mais completo de todos, sendo aquele que faz trabalhar todos os músculos do nosso corpo, como também é uma actividade que proporciona convívio com outros praticantes e o bem-estar físico de todos.

O. L.: Ser um desportista de alta competição é um desafio? Até que ponto?

Emanuel Gonçalves: Sem dúvida alguma que sim. Ser atleta de alta competição é um estatuto que se adquire por estar entre os melhores do nosso País e, não só lutamos imenso para o conseguir, como também lutamos para o manter durante cada época desportiva… O facto de levarmos uma bandeira ao peito cada vez que competimos, a responsabilidade de que nada pode falhar e a garra de ganhar mais e mais são desafios feitos a nós mesmos e sem eles provavelmente nunca evoluiríamos…

O. L.: Como consegues conciliar a alta competição, no que se refere às tuas participações em torneios internacionais, com a vida escolar?

Emanuel Gonçalves: A escola é indispensável para o futuro de cada um de nós, ela é a preparação da minha vida profissional, por isso um atleta de alta competição não se dedica exclusivamente à modalidade, mas também à escola. Uma das nossas vantagens é que, quando competimos ao nível internacional, temos direito a uma data de coisas que visam compensar as aulas perdidas, nomeadamente, o acesso às matérias.


O.L.: Vale a pena ser um atleta de alta competição, quer em termos de pessoais quer em termos profissionais?

Emanuel Gonçalves: Sim. Gostar daquilo que fazemos é a base do nosso sucesso. Um atleta motiva-se dentro daquilo que consegue alcançar, sendo a motivação o factor com maior responsabilidade por que consiga atingir os seus objectivos. Esta é, sem dúvida, importante em todos os aspectos da vida.

O.L.: Certamente que já és considerado uma referência para os Madeirenses, tendo em conta o teu palmarés. Como lidas com essa “fama”? É fácil geri-la?

Emanuel Gonçalves: Infelizmente, aqui na Madeira, a Natação é inserida num conjunto de outras modalidades às quais apelidam de “amadoras”, dado que as pessoas têm mais interesse num jogador de futebol, que recebe os seus ordenados estrondosos, anda com luxos extravagantes, é capa de revistas e, muito provavelmente, não é tão aplicado como nós. Esta é uma coisa que me perturba imenso… e não me refiro só a mim, mas a muitos outros grandes atletas de alta competição da nossa região, que deveriam ser mais apoiados.


O. L.: Que mensagem deixas aos teus colegas da Jaime Moniz e para os jovens em geral?

Emanuel Gonçalves: Aos meus colegas da Jaime Moniz e para os jovens em geral, deixo esta mensagem: façam, do vosso sonho, realidade e nunca deixem de acreditar que tudo é possível. O esforço é sempre recompensado!
Fonte da foto: Emanuel Gonçalves.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Rostos do Liceu: Roberto Nóbrega




O Lyceu: Fala-nos do Roberto Nóbrega, do seu projecto de vida, dos seus sonhos, dos seus gostos…

Roberto Nóbrega: Sou um jovem “normal”. Neste momento, frequento o 11º ano, tendo como objectivo seguir Medicina. Ajudar o próximo é algo que sempre me deu satisfação, daí o sonho que tento concretizar.
Em paralelo com os estudos, pratico atletismo. Nos meus tempos livres - que são bem poucos – gosto de passear, experimentar outros desportos e, principalmente, dar uma boa gargalhada com os amigos. Sublinho o papel importante do humor na minha vida: sem ele, seria bem mais difícil ultrapassar certos “acidentes de percurso”.


O. L.: Como nasceu a tua apetência pelo Atletismo?


Roberto Nóbrega: Desde sempre que amo desporto. Comecei pelo Futebol, pratiquei Basquetebol, passei pelo Andebol, até que me rendi ao Atletismo.
No 8º ano, o meu professor de Educação Física era responsável pelo núcleo da modalidade lá na escola. Como se não bastasse, a minha curiosidade pelo mais completo dos desportos, vim a receber um convite para participar numa concentração. Aquando dessa participação, consegui uns resultados deveras “engraçados”… Passei o resto desse ano e o seguinte a ir a provas sem qualquer compromisso com clubes. No ano transacto, ingressei na Associação Desportiva e Recreativa de Água de Pena (ADRAP), onde comecei a treinar diariamente com grandes valores do atletismo regional, o que me fez evoluir rapidamente.
Neste momento, continuo a treinar junto de um grupo de trabalho bastante promissor que, tal como eu, tem objectivos elevados para um futuro próximo.

O. L.: Descreve o Atletismo enquanto actividade desportiva.

Roberto Nóbrega: Geralmente, as pessoas associam o Atletismo somente ao acto de correr longas distâncias, contudo, a modalidade tem muito mais para oferecer. Como já referi, esta actividade desportiva apresenta um sem-número de disciplinas que desenvolve e põe à prova as três capacidades físicas mais importantes no ser humano: correr, saltar e lançar. Por alguma razão, o Atletismo é a prova rainha dos Jogos Olímpicos!
Este desporto é como que uma filosofia de vida. O acto de ultrapassar uma barreira ou uma fasquia não é mais do que um treino para ultrapassar os obstáculos do quotidiano… A vontade de saltar mais longe e mais alto é equiparável à vontade de realizar sonhos, de tornar o difícil realidade. Há que ser persistente e dedicado para concretizar as metas impostas. Aquele que é incapaz de entender que sem trabalho não há resultados (de qualidade), jamais vingará no Atletismo ou em qualquer outro momento da sua existência.

O. L.: Ser um desportista de alta competição é um desafio? Até que ponto?

Roberto Nóbrega: Do ponto de vista técnico, ser desportista com estatuto de alta competição está à distância da – simples – realização de uma marca exigida. Na minha perspectiva, a alta competição significa enfrentar atletas que se dedicam a cem por cento à modalidade. São jovens que passam uma parte relativamente grande do seu tempo a “respirar” Atletismo.
O principal desafio é superar as nossas próprias capacidades. O mais leve é observar e comparar a superação do adversário. É esta acção que dita a diferença entre o 1º do 2º lugares, embora eu defenda que o verdadeiro vencedor é aquele que se excede por mais larga margem…

O. L.: Como consegues conciliar a alta competição, no que se refere às tuas participações em torneios internacionais, com a vida escolar?

Roberto Nóbrega: Esta é, indubitavelmente, a parte mais difícil. É muito desgastante treinar 13 horas semanais (sem contar com a competição aos fins-de-semana e com o tempo dispendido em deslocações) e, ainda assim, conseguir notas razoáveis. Participar em eventos internacionais é extremamente compensador, estes têm, porém, durações de uma semana, o que faz com que eu falte a imensas aulas. O segredo é manter-me concentrado e organizado para que as perdas sejam de menor dimensão. Contudo, o meu desempenho académico acaba sempre por ser limitado.


O.L.: Vale a pena ser um atleta de alta competição, quer em termos de pessoais quer em termos profissionais?

Roberto Nóbrega: Em termos pessoais, o desporto tem-me ensinado a lidar com grandes pressões e a dar a volta por cima de determinados problemas. Viajo regularmente e isso é óptimo, dado que tenho oportunidade de conhecer outros lugares, outras pessoas e as suas realidades.
Ao nível profissional, espero poder contar com o estatuto para a entrada na universidade. Afinal, todo o tempo dispensado na representação da Madeira e, futuramente de Portugal, deve ser recompensado.

O.L.: Certamente que já és considerado uma referência para os Madeirenses, tendo em conta o teu palmarés. Como lidas com essa “fama”? É fácil geri-la?

Roberto Nóbrega: Eu não diria “fama”, mas, sim, experiência. Convencionalmente, a fama faz com que um indivíduo esqueça a sua verdadeira identidade e se sobrevalorize. Pessoalmente, sei que não sou melhor do que os meus colegas; apenas posso ter alguma experiência que eles ainda não possuam. Contudo, tento transmitir e receber conhecimentos. Se eu tiver alguma fama, é certamente a de puxar pelo adversário.

O. L.: Que mensagem deixas aos teus colegas da Jaime Moniz e para os jovens em geral?

Roberto Nóbrega: Em primeiro lugar, gostaria de deixar um incentivo à prática do Atletismo e alertar a que não se pense que é necessário correr depressa ou ser atlético para poder competir. Basta ter vontade! Decerto que, entre tantas disciplinas dentro da modalidade, haverá uma que se adapte às capacidades de cada um. Além disso, existem por aí imensos desportistas, nomeadamente, futebolistas, que passam os dias a “aquecer o banco” quando têm capacidade para conseguir grandes resultados nesta actividade. Experimentar não custa nada!
Por fim, peço a todos que não desistam dos vossos sonhos e projectos de vida por mais longe que eles possam aparentar. Podemos nunca alcançá-los, mas nada nos tira o direito de olhar lá para o alto e apreciar a beleza de tais aspirações, acreditar nelas, seguir na sua direcção… e, efectivamente, realizá-las! O importante é continuar a lutar…


Fonte da fotografia: Roberto Nóbrega.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Rostos do Liceu: Martim Trueva



O Lyceu: Fala-nos do Martim Trueva, do seu projecto de vida, dos seus sonhos, dos seus gostos…

Martim Trueva: Sou um jovem que anda no 12º Ano, gosta muito de viajar, conviver com os amigos, ir à praia, ao cinema, tal como outro jovem da minha idade.
O meu projecto de vida, traçado juntamente com a minha família é de terminar o 12º Ano, entrar na faculdade e durante algum tempo dedicar-me a cem por cento ao Ténis, isto é, jogar como profissional.
Quanto aos meus sonhos, são muitos, mas destaca-se o de ser um grande jogador de Ténis e tirar o curso de Medicina.

O. L.: Como nasceu a tua apetência pela Ténis?

Martim Trueva: Pertenço a uma família que tem um enorme gosto pelo Ténis e, em pequeno, acompanhava o meu pai e o meu irmão nos seus jogos e no final do treino. Ficava dentro do campo entretido com a raqueta e a bola.

O. L.: Descreve o Ténis enquanto actividade desportiva.

Martim Trueva: Na minha opinião, é um desporto fabuloso, com uma adrenalina intensa e que exige grande concentração e esforço físico.

O. L.: Ser uma desportista de alta competição é um desafio? Até que ponto?

Martim Trueva: A alta competição no Ténis permite-me conviver e competir com os melhores atletas do mundo. É um desafio, pois exige uma capacidade de privação de certas actividades que os jovens da minha idade mais facilmente podem usufruir e também obriga a um grande espírito de sacrifício.

O. L.: Como consegues conciliar a tua actividade desportiva, no que se refere às tuas participações em torneios internacionais, com a vida escolar?

Martim Trueva: Após os torneios, retomo as aulas e, como é de esperar, confronto-me com certas dificuldades para acompanhar a matéria dada. Tenho conseguido superar com o apoio dos meus professores e colegas, que me facilitam apontamentos, para depois poder estudar, e dos meus pais.

O.L.: Vale a pena ser um atleta de alta competição, quer em termos de pessoais quer em termos profissionais?

Martim Trueva: Claramente, vale a pena, porque, em termos pessoais, ajuda-me a ganhar maturidade e conseguir resolver os "problemas" sozinho. Quanto aos profissionais, o facto de viajar muito ajuda-me a conhecer novas culturas, diferentes modos de vida e ser alvo de referência para jovens tenistas.


O.L.: Certamente que já és considerado uma referência para os Madeirenses, tendo em conta o teu palmarés. Como lidas com essa “fama”? É fácil geri-la?

Martim Trueva: Tento lidar com a situação com normalidade e humildade. Encaro a fama como um apoio para conseguir cada vez mais resultados no ténis, embora, por vezes, se torna cansativo, porque existe uma procura da parte dos media, que eu aceito, porque sei que estão a fazer o seu trabalho.

O.L.: Qual o papel / a importância da tua família na gestão do teu preenchido horário?

Martim Trueva: A minha família tem sido muito importante na gestão de toda a minha vida académica e enquanto jogador de ténis. Tenho tido um apoio incondicional de todos eles e posso afirmar que, se não fossem os meus pais, não teria conseguido estes resultados.


O. L.: Que mensagem deixas aos teus colegas da Jaime Moniz e aos jovens em geral?

Martim Trueva: Sigam os vossos sonhos e lutem o máximo para concretizá-los, porque vale sempre a pena...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Nuno Jesus


O Lyceu: Fala-nos do Nuno Jesus, do seu projecto de vida, dos seus sonhos, dos seus gostos…
Nuno Jesus: No que diz respeito ao meu projecto de vida, pretendo continuar a estudar e formar-me em Medicina, na especialidade de Cirurgia. Gostaria de continuar a praticar pesca desportiva e natação pura que são os meus desportos favoritos e também gosto de estar com os meus amigos.
Quanto aos meus sonhos, gostaria de ser cirurgião para poder ajudar quem necessitar e ser campeão mundial de pesca desportiva.

O Lyceu: Como nasceu a tua apetência pela Pesca Desportiva?
Nuno Jesus: Nasci com as idas à pesca com o meu tio, até que este resolveu inscrever--me em provas, que até não correram nada mal. O gosto por este desporto e pela competição foi aumentando e agora o difícil é parar.

O Lyceu: Descreve a pesca enquanto actividade desportiva.
Nuno Jesus: É uma actividade que exige muita paciência e calma e é preciso respeitar as regras. É também uma actividade um pouco dispendiosa pois exige muito material e, se queremos obter bons resultados, para além da técnica, é necessário ter o material apropriado para cada situação, assim como o isco.

O Lyceu: Ser um desportista de alta competição é um desafio? Até que ponto?
Nuno Jesus: Sim, porque tento sempre fazer o melhor resultado e, quando não consigo, resolvo treinar mais e adquirir material mais sofisticado. O que implica um gasto maior de tempo e dinheiro.

O Lyceu: Como consegues conciliar a alta competição, no que se refere às tuas partici-pações em torneios internacionais ou nacionais, com a vida escolar?
Nuno Jesus: Nem sempre é fácil, porque, por vezes, tenho de faltar às aulas para ir às provas. Depois, tento passar a matéria pelos meus colegas mas não é a mesma coisa do que assistir às aulas e acabo por ficar prejudicado.

O Lyceu: Vale a pena ser um atleta de alta competição, quer em termos de pessoais quer em termos profissionais?
Nuno Jesus: Acho que sim. Para quem gosta realmente da modalidade que pratica, é aliciante poder competir com os melhores atletas do mundo. Além disso, permite-nos contactar com outros países e trocar experiências aumentando, assim, os nossos co-nhecimentos. Ajuda-nos a abrir novos horizontes o que também pode ser uma mais valia em termos profissionais.

O Lyceu: Certamente que já és considerado uma referência para os Madeirenses, tendo em conta o teu palmarés. Como lidas com essa “fama”? É fácil geri-la?
Nuno Jesus: Acho que não sou assim tão conhecido. A pesca não é dos desportos mais divulgados pelos meios de comunicação social, mas isso, para mim, não é importante. Pratico este desporto porque gosto e não para ser conhecido.

O Lyceu: Que mensagem deixas aos teus colegas da Jaime Moniz e para os jovens em geral?
Nuno Jesus: Que lutem sempre por aquilo que ambicionam e que experimentem praticar pesca desportiva que vão ver que é um desporto interessante e divertido.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Telma Fernandes


O Lyceu: Fala-nos da Telma Fernandes, do seu projecto de vida, dos seus sonhos, dos seus gostos…

Telma Fernandes: Eu sou uma pessoa ambiciosa no que diz respeito ao meu futuro, tanto para a Patinagem como para a vida profissional. Sou uma aluna da área de Economia e desde muito nova que tenho o sonho de ser gestora de empresas. Nos tempos livres que me restam, aproveito para passear, estar com os amigos e descansar do “stress” diário.


O Lyceu: Como nasceu a tua apetência pela Patinagem Artística?

Telma Fernandes: Comecei a praticar patinagem artística quando tinha pouco mais de três anos e esta tornou-se numa das minhas maiores paixões.


O Lyceu: Descreve a Patinagem Artística enquanto actividade desportiva.

Telma Fernandes: A Patinagem Artística é um desporto que pode ser praticado em grupo ou individualmente, com idades geralmente compreendidas entre os 6 e os 30 anos. Necessita de treino e dedicação por parte do atleta e de um bom treinador. É uma modalidade que está dividida em duas partes, a livre e a obrigatória, que, em provas, são avaliadas por 3 a 5 júris. É necessário a utilização de roupa adequada e de patins. Em cada prova, é avaliada a parte técnica, que consiste em saltos e em piões, e a parte artística em que é avaliada a presença em campo durante a prova, como a postura e a sintonia entre o atleta e a música.


O Lyceu: Ser uma desportista de competição é um desafio? Até que ponto?

Telma Fernandes: Tudo na nossa vida, por mais simples que seja, é um desafio e ser uma atleta de competição não é excepção. Faz parte das nossas escolhas e da nossa aptidão escolher ser ou não atleta de competição. Cada competição que existe na patinagem torna-se num desafio quando temos o objectivo de conseguir o melhor lugar possível na classificação final.


O Lyceu: Como consegues conciliar a competição, no que se refere às tuas participações em torneios nacionais, com a vida escolar?

Telma Fernandes: Como referi anteriormente, pratico patinagem desde os 3 anos e isso nunca me influenciou na vida escolar. Comecei a entrar em provas regionais com apenas 7 anos e, desde aí, foi um salto até às provas nacionais. Os campeonatos nacionais exigem muito mais de nós, já que a nível regional a patinagem não é divulgada e apoiada como queríamos. As competições nacionais e as regionais são sempre ao fim de semana, daí isso não ter grande impacto na vida escolar. Eu, como aluna e atleta, consigo ter melhor rendimento a nível escolar se treinar.


O Lyceu: Vale a pena ser um atleta de competição, quer em termos de pessoais quer em termos profissionais?

Telma Fernandes: Sim, podemos dizer que sim. Ao nível pessoal, vale a pena ser atleta de alta competição, porque descarregamos energias e praticamos exercício físico, o que é sempre bom para a nossa saúde, e a nível profissional, vale a pena, porque nos ajuda a ter objectivos e a lutar para ultrapassar obstáculos.


O Lyceu: Certamente que já és considerada uma referência para os Madeirenses, tendo em conta o teu palmarés. Como lidas com essa “fama”? É fácil geri-la?

Telma Fernandes: Na Região, a patinagem não é uma modalidade muito apoiada daí a ser fácil gerir a tal pouca “fama” que possamos ter.


O Lyceu: Que mensagem deixas aos teus colegas da Jaime Moniz e aos jovens em geral?

Telma Fernandes: Em primeiro lugar, gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer e realçar a importância do trabalho da minha treinadora, Sheila Rodrigues, que é uma das pessoas a quem devo a evolução que tenho sentido na minha prestação nestes últimos anos.Em segundo lugar, aproveito para aconselhar vivamente a que os interessados encarem o desporto como um vício, não falando da patinagem em si, mas, sim, do desporto em geral. Até uma simples caminhada faz com que sintamos que a vida é bela e que não precisamos de procurar atalhos onde nos possamos perder. A vida é apenas dois dias, devemos aproveitá-la ao máximo, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante.


Micaela Martins - Grupo 300

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Manuel Pereira Caldeira


O Lyceu: Fala-nos do Manuel Caldeira, do seu projecto de vida, dos seus sonhos, dos seus gostos…

Manuel Caldeira: Eu sou uma pessoa muito ambiciosa no que toca ao judo. Tenciono ser uma referência nesta área. É esse o meu sonho, mas para isso ainda tenho mesmo muito que trabalhar, pois ainda pratico esta modalidade há pouco mais de um ano. Fora disso, sou um aluno da área de economia, tenciono ser gestor de empresas e, nos poucos tempos livres que me restam, costumo aproveitar para estar com os amigos de forma a relaxar do stress diário.
O Lyceu: Como nasceu a tua apetência pelo Judo?

Manuel Caldeira: Desde pequeno que gosto muito de artes marciais, tendo já praticado algumas, então decidi experimentar esta modalidade pela qual me apaixonei e na qual fiquei até aos dias de hoje.

O Lyceu: Descreve o Judo enquanto actividade desportiva.

Manuel Caldeira: O judo basicamente quer dizer “via da suavidade”, isto explica-se com o facto de que, quando executamos uma técnica, dever ser feita com, como o próprio nome indica, técnica e, se assim for, não precisamos de usar a força. O judo é uma modalidade importante a vários níveis, quer físico, quer mental, quer social, visto que também é uma maneira de conhecer pessoas, de fazer amizades. Ajuda-nos a manter a linha, a ter auto-confiança na altura da sua prática e encarar os problemas do dia-a-dia estando sempre prontos para lutar. É divertido. Dá-nos um espírito lutador. Insere em nós o espírito competitivo... Ensina-nos a não desistir. É um desporto muito bom ao nível do auto-controlo; tem grandes vantagens ao nível da coordenação; desperta os nossos sentidos; ajuda-nos a estar bem connosco mesmos; a manter-nos saudáveis e a esquecermos os problemas e a descarregarmos o stress do dia-a-dia. Embora possa parecer estranho dizê-lo, acaba por ser um desporto relaxante.Direi mais: o judo é algo para além do desporto.... É uma forma de vida!

O Lyceu: Ser um desportista de alta competição é um desafio? Até que ponto?

Manuel Caldeira: Tudo na vida é um desafio e o judo não foge à regra... É sim um desafio, um bom desafio direi... A partir do momento em que um atleta decide que está na prática desportiva do judo para ir para a alta competição, está a desafiar-se a si próprio a trabalhar para conseguir alcançar os seus objectivos, o que exige muito trabalho, portanto, tem de ser uma coisa encarada com muita responsabilidade.

O Lyceu: Como consegues conciliar a alta competição, no que se refere às tuas participações em torneios internacionais, com a vida escolar?

Manuel Caldeira: Eu, como referi anteriormente, pratico judo há pouco mais que um ano e, normalmente, os atletas só vão para provas internacionais a partir do 2º ano, mas, do que posso falar, os treinos são fáceis de conciliar, o que é complicado é quando provas escolares (ex. Exames) que coincidem com provas ou estágios e, aí, os atletas têm de optar por uma das coisas, o que nem sempre é fácil...Mas no meu caso, conto com uma grande ajuda por parte do meu ex-treinador e amigo Andrei Veste, da minha mãe e dos meus actuais treinadores do CNF, César e Sandra.

O Lyceu: Vale a pena ser um atleta de alta competição, quer em termos de pessoais quer em termos profissionais?

Manuel Caldeira: Não tenho dúvidas nenhumas acerca disso! A prática desta modalidade ajuda-me a viver o dia-a-dia de uma forma mais frontal e ensina-me muitas coisas essenciais quer ao nível pessoal, quer ao nível profissional, começando por ajudar-me a lutar pelos meus objectivos.

O Lyceu: Como lidas com o facto de, devido à competição, seres conhecido por um bom número de pessoas que te são desconhecidas?

Manuel Caldeira: Isso não tem tido, até agora, influência no meu dia-a-dia, pois, apesar das competições ganhas por mim, ainda sou novo nesta área, sobretudo se comparado aos meus colegas de equipa e adversários. As pessoas têm tempo para me conhecer.

O Lyceu: Que mensagem deixas aos teus colegas da Jaime Moniz e para os jovens em geral?

Manuel Caldeira: O judo é um bom caminho para a vida. Como já disse, é uma forma de vida! Uma forma de vida que nos prepara para cada dia, que nos ajuda a viver com mais alegria e nos ensina a lutar por aquilo que queremos. Aconselho vivamente cada pessoa à prática desta modalidade, sem dúvida alguma.
Micaela Martins - Grupo 300