quarta-feira, 2 de julho de 2008

Testemunhos do Liceu: Paulo Santos


Espaço multicultural mas, sobretudo, testemunha do processo de socialização e de vida, a Escola assume um papel incontornável na vida de todos nós. Revivemo-lo nas conversas do quotidiano, actualizando episódios pitorescos, eternizando espaços, personagens e modos de aprender e ensinar…É da escola que temos cada vez mais saudade, passado o tempo do estudo e da alegre camaradagem, o que nos faz sentir, como o poeta, “raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!”O Liceu orgulha-se de ser esse espaço extraordinário de vivências e emoções de milhares de estudantes madeirenses. Quem são? Que recordam?


Nome: Paulo Sérgio Garanito Santos
Idade: 31 anos
Profissão: Jornalista
Área de formação: Licenciado em Biologia


O Lyceu – Diz-se Liceu, vem a saudade. Que importância teve o Liceu na sua vida?

Paulo Santos – O liceu surgiu na minha vida nos últimos três anos de escola, antes da entrada para a universidade. Foi o momento de transição da adolescência para idade adulta e sem dúvida uma oportunidade para contactar com um a escola cheia de tradição. Os valores, a história, a importância que a escola dá ao seu passado estiveram sempre patentes e são dados a conhecer aos alunos.
A existência dessas raízes e as ligações que criamos com os colegas e com a escola são fundamentais para o nosso futuro e para a nossa afirmação como adultos. Não deixa de ser um facto que, grande parte das personalidades de referência da Madeira das últimas décadas, foram estudantes ou professores do Liceu. Isso e as vivências estudantis são algo que nunca mais se esquece e que, por exemplo, têm o seu ponto alto na noite dos finalistas e na bênção das capas, que continua a ser a mais importantes de todas as escolas da Madeira.


O Lyceu – O que mais o marcou durante os anos de frequência do Liceu? (pessoas, espaços, ambientes, etc…)

Paulo Santos – Há dois lugares que sempre achei emblemáticos no Liceu, pela sua beleza e pela invocação que fazem da história escola. Um deles é o Largo do Museu, onde sempre me identifiquei com as peças mais antigas e curiosas e também porque foi um dos primeiros lugares que conheci, já que tive a minha primeira aula numa das salas dessa zona do edifício. O outro lugar é o pátio, onde no fundo conheci e contactei a maior parte dos meus colegas, onde namorei, onde eram combinadas as saídas com amigos.


O Lyceu – Como vê a Educação hoje?

Paulo Santos – A educação é um processo contínuo e por isso sempre a ser aperfeiçoado. Acho que as tecnologias e o acesso à informação tornam mais exigente o papel do professor e do estudante. O professor já não é o único veículo de conhecimento, ele é mais uma espécie de mentor de um processo de aprendizagem que deve pertencer ao estudante. No entanto parece-me que ao nível da formação académica os cursos de via ensino das faculdades deviam ter maior capacidade de adaptação a um mundo globalizado, porque penso ser aí que se pode intervir em todo o ciclo e processo educativo.


O Lyceu – Na sua opinião, de que modo as novas tecnologias são uma mais-valia para a aprendizagem do aluno?

Paulo Santos – As novas tecnologias são quase a linguagem universal da comunicação e aprendizagem. No entanto exigem que o aluno seja acompanhado por princípios e regras que o norteiem nesse acesso à informação, porque caso contrário o manancial de conhecimento pode ser tão grande que dificulta o processo de aprendizagem. Mas em suma creio que a tecnologia é imparável e por isso um parceiro privilegiado nas escolas.

Sem comentários: