sexta-feira, 4 de abril de 2008

Al Gore: O Nobel da Paz 2007





Eu sempre pensei que os prémios Nobel eram atribuídos a pessoas que se destacavam, pela positiva, com contributos para a humanidade. Alfred Bernhard Nobel, químico e inventor sueco, que estudou na Rússia e mais tarde visitou vários países para ganhar mais experiência. Morreu em San Remo e no seu testamento havia uma indicação para criar uma fundação que premiasse anualmente as pessoas que mais tivessem contribuído para o desenvolvimento da Humanidade. Em 1900 foi criada a Fundação Nobel que atribuía cinco prémios em áreas distintas: Química; Física, Medicina, Literatura, atribuídos por especialistas suecos e Paz Mundial, atribuído por uma comissão do parlamento norueguês (já começo a perceber por que razão Al Gore ganhou prémio Nobel da Paz...). Em 1969 foi criado um novo prémio na área da Economia, financiado pelo Banco da Suécia, o prémio de Ciências Económicas em memória de Alfred Nobel. Vamos tentar perceber o que foi que Al Gore fez para merecer o Prémio Nobel começando pelo princípio. No que diz respeiro ao aquecimento global, em vez de falar há que agir! Albert Arnold Gore Jr, nasceu em Washington a 31 de Março de 1948. Foi vice presidente durante a administração Bill Clinton, entre 1993 e 2001. Como vice presidente, e nós sabemos que quem faz alguma coisa para combater o aquecimento global são os políticos, Al Gore fez NADA. Limitou-se a escrever um livro intitulado, A Terra em Balanço: Ecologia e Espirito Humano (Augustus, 1993, 452 páginas). Diria que Al Gore nunca mais terá uma oportunidade tão ímpar para que fizesse alguma coisa prática e útil em benefício da humanidade.Em 2000, concorreu à presidência dos Estados Unidos e perdeu uma eleição marcada pela polémica dos votos, para George W, Bush.Em 2006, lançou «Uma verdade Inconveniente», documentário sobre as mudanças climáticas, mais especificamente sobre o aquecimento Global. Como todos as pessoas se devem ter apercebido, Al Gore, como não é cientista, limitou-se a divulgar dados de cientistas que estudam o caso já há alguns anos: Não só divulgou os dados, como resolveu interpretar e relacionar os dados. Como não é cientista, meteu os pés pelas mãos, tirando conclusões erradas, incluindo a leitura de gráficos que ele apresenta! A próxima vez que vir o documentário, não se limite a ouvir, passe a ver os dados de uma forma crítica. Depois disso concluirá que o filme em causa não é um documentário mas sim propaganda! Em 2007 Al Gore recebeu o prémio Nobel da Paz, junto com o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU, "pelos seus esforços na construção e disseminação de maior conhecimento sobre as alterações climáticas induzidas pelo homem e por lançar as bases necessárias para inverter tais alterações". Recebeu ainda o Prémio Príncipe de Astúrias de la Concordia de 2007, galardão concedido pela Fundación Príncipe de Astúrias, na cidade de Oviedo (Espanha). Em Fevereiro de 2007, Al Gore e o presidente da empresa Virgin, Richard Branson, lançaram uma competição que dará 25 milhões de dólares para o cientista que apresentar a melhor proposta para 'limpar o ar' do planeta, ou seja, diminuir as quantidades de dióxido de carbono na atmosfera. Al Gore foi o primeiro a fazer um filme sobre o aquecimento global? A resposta, para quem não conhece, é NÃO! Al Gore não fez nada de novo, como também não trouxe valor acrescentado à Ciência nem à Política, no que diz respeito à mudança de atitude dos governantes! Al Gore ficou popular pelo filme que fez porque as pessoas encararam o filme como uma forma de desmascarar George W. Bush e esqueceram que era muito difícil fazer pior do que o George W. Bush faz! Se Al Gore está mesmo preocupado com o Aquecimento Global, porque razão se desloca quase e exclusivamente em jacto privado e em carros topo de gama, mesmo que considerados “ecológicos”? Por que razão a sua mansão é das casas que mais energia gasta na zona? Então quem, primeiro que Al Gore, fez documentários sobre o aquecimento global alertando os políticos e as população em geral? Posso começar por David Attenborough, quem não o conhece dos documentários sobre a natureza? Sir David Frederick Attenborough, nasceu em Londres, no dia 08 de Maio de 1926. É um dos apresentadores e naturalistas mais conhecidos do Mundo. Fez inúmeros trabalhos para a rede de TV BBC. Após passar três anos a escrever livros científicos para crianças cegas, Attenborough foi trabalhar para BBC em 1952. Como um dos administradores da BBC achou que Attenborough tinha os dentes muito grandes para aparecer frente a uma câmara, Attenborough foi trabalhar para o Departamento de Falas e foi responsável pela transmissão de programas não fictícios. Um dos seus primeiros projectos foi um concurso de perguntas onde as pessoas diziam que era Animal, Vegetal ou Mineral. Entre 1965 e 1969, Attenborough foi director da BBC2. Durante esse tempo foram exibidos programas como: Match of the Day, Civilisation, The Ascent of Man, The Likely Lads, Not Only… But Also, Man Alive, Masterclass, The Old Grey Whistle Test e The Money Programme. Essa diversidade de programas reflecte o pensamento de Attenborough que a programação da BBC 2 deve ser a mais variada possível. Em 1967, sob seu comando, a BBC 2 foi o primeiro canal de tv no Reino Unido a transmitir a cores. Entre 1969 e 1972 foi director de programação da BBC 1 e da BBC 2 e depois director geral da BBC. Em 1972 renunciou ao cargo e voltou a fazer os seus documentários. A principal série sobre a vida no planeta foi a trilogia formada por: Life on Earth (1979), The Living Planet (1984) e The Trials of Life (1990). Esses examinam, respectivamente, a taxonomia, a ecologia e os estágios da vida. Em adição a essa trilogia, Sir David escreveu e apresentou documentários mais especializados, incluindo: Life in the Freezer (1993), The Private Life of Plants (1995), The Life of Birds (1998), The Life of Mammals (2002) e a mais recente, Life in the Undergrowth (2005). O documentário “Lost Words, Vanished Lives” (1989) mostra a sua paixão por fósseis e o documentário “State of the Planet” (2000) analisava a crise ambiental que ameaça a ecologia da Terra. Ele também narrou duas séries importantes: The Blue Planet (2001) e Planet Earth (2006). Este é o primeiro documentário sobre a história natural produzida no formato high-definition.Em uma entrevista à revista BBC Wildlife no início do mês de Novembro de 2005, Attenborough disse que tinha começado a trabalhar numa série sobre répteis e anfíbios intitulada Life in Cold Blood. E disse também que esperava que esse fosse seu último trabalho, porém em outra entrevista para a Radio Times, Attenborough disse que pretendia fazer outros pequenos programas após a conclusão de “Life in Cold Blood”, que está previsto para 2008.Como podemos constatar, a quantidade e qualidade dos trabalhos de Attenborough não tem nada a ver com Al Gore. Além disso Attenborough, em 2000 já tinha feito um documentário sobre o estado da Terra, ou seja, sobre aquecimento global, não porque tivesse perdido eleições, mas porque se preocupa realmente com a vida na Terra, independente de essa vida ser o Homem ou outro ser vivo, ou seja, pelo mundo natural. Também chamo a vossa atenção para o grupo de pessoas anónimas, que são presas por alertar os políticos e a população mundial para o assassinato que o Homem comete conta a natureza, incluindo ele próprio. Estou a referir-me ao Greenpeace! Será que Al Gore fez alguma coisa mais importante do que estes dois exemplos referidos anteriormente?

Deixo aqui um sugestão: http://www.fimdostempos.net/al-gore-oportunista-hipocrita.html

António Freitas - Grupo 520

1 comentário:

Alexandre Santos disse...

Todos têm um momento em que se arrepender de nao agir no momento certo! Al Gore é inteligente ... pois herois como JFK morreram ... Al Gore apos perder as eleiçoes, ker ganhar o poder dado pelos media ... sendo presidente duma causa, é-se tambem presidente! Que ganha Al Gore com esta campanha ?! É incontornavel ter k se deslocar produzindo Co2! ter-se-ao que criar as tecnologias! Eu voto Al Gore, como Attenborough, como JFK, Luther king! Pois nao se eskeçamos que é de lamentar mais o silencio dos bondosos!